Resenha | Eine Politikerin von top to bottom (2005), por Kirsten Leng

Kirsten Leng. Eine Politikerin von top to bottom: Rethinking the Life and Legacy of Eleanor Marx. Dissertação de mestrado em Economia Política. Carleton University, Ottawa, Canadá, 2005.

O trabalho de Kirsten Leng alterou a forma como se interpreta a questão do feminismo de Eleanor Marx e, por extensão, no socialismo oitocentista. Trata-se de uma obra gratuitamente disponível no site da universidade de Carleton, em Ottawa (Canadá), que complementa de forma muito importante o trabalho indispensável de Hal Draper e Anne Lipow. Women and Class: Towards A Socialist Feminism (1976).

Em que medida Leng atualiza esse trabalho: ela reconta a trajetória intelectual de Eleanor Marx a partir de cada um de suas obras, vasculhando cada um dos jornais vitorianos em que Eleanor publicou e comparando com outros artigos sobre a ‘Questão da Mulher’. Trata-se de um trabalho exaustivo e de amor, como todo trabalho acadêmico deve ser. Há importantes conclusões sobre o nível de importância de cada um dos textos de Eleanor sobre a questão feminina (ver capítulo 3), além de um desenvolvimento cronológico de conceitos: o estágio final de seu desenvolvimento deixa de apelar para uma mística feminina e passa a prover saídas concretas: é preciso montar sindicatos para mulheres, usar X e Y estratégias para reivindicar seus direitos e mais tantas medidas para acelerar a destruição do patriarcalismo perpetrado pelos próprios proletários homens. Como o título da dissertação explicita, Eleanor não foi uma teórica especulativa: foi uma figura política, da cabeça aos pés.

Por F. V. Silva | A campanha de pré-venda da Obra Completa de Eleanor Marx ainda está de pé! Até 30 de janeiro, pode ser acessada no endereço www.catarse.me/eleanormarx

Resenha | Chūshichi Tsuzuki e Yvonne Kapp (1967-1976)

Chūshichi Tsuzuki.The Life of Eleanor Marx 1855-1898. A Socialist Tragedy. New York: Oxford University Press, 1967
Yvonne Kapp. Eleanor Marx: a biography. Em 2 volumes. New York : Pantheon Books, 1972 e 1976.

Duas obras pioneiras – duas que, para bem ou para mal, determinaram o script a ser seguido por qualquer um disposto a falar sobre Eleanor Marx.

Tsuzuki narra a história dessa “filha legítima da revolução” do ponto de vista de sua morte: lendo o subtítulo do livro, já esperamos uma vida cujo desfecho é a tragédia. Há um esforço inicial em aliar o trabalho estafante junto à organização da Segunda Internacional ao esgotamento mental que a levou ao suicídio, mas o livro termina como uma história de amores despedaçados: Edward Aveling, ao substituir a dedicada namorada por uma atriz mais jovem, leva Eleanor ao suicídio.

O livro é repleto de relatos de intrigas entre líderes socialistas e a posição frágil de Eleanor como alguém que entra no movimento com autoridade imediata – afinal, quem precisa de notabilidade quando se é a preferida de Karl Marx e Friedrich Engels? –; essas intrigas são expostas mais como picuinhas pessoais do que motivadas por convicções doutrinárias, por posicionamentos sérios dentro de um ambiente onde se disputava os rumos do movimento socialista. Cartas e algumas obras são mencionadas, mas o baixo número de notas de rodapé mostra que se trata de uma obra de exposição, não de um estudo mais rigoroso. Apesar da iniciativa e importância narrativa do trabalho de Tzusuki, temos nele um método de análise personalista, pouco interessante para estudantes do socialismo científico. Esse método resulta em um tipo de superficialidade que não se encontra em qualquer obra das biógrafas posteriores de Eleanor Marx. De qualquer forma, o livro foi traduzido em uma porção de línguas e tornou Eleanor uma figura conhecida após anos de seu isolamento nos bastidores, como mera filha que Karl Marx.

Yvonne Kapp

Yvonne Kapp segue o caminho oposto: comissionada pelo governo soviético para acessar os arquivos de Eleanor Marx, ela foi capaz de resgatar muitos dos artigos traduzidos em nosso volume da Obra Completa – o estudo de Kapp traz centenas de páginas contendo apêndices (transcrições inéditas da obra jornalística e cartas de Eleanor) e notas de rodapé. Tratam-se de mais de 1.000 páginas de pesquisa, algo que torna o livro um encontro obrigatório para qualquer pessoa academicamente interessada no tema – mas, ao mesmo tempo, o torna impopular junto ao público geral.

As objeções ao trabalho de Kapp foram expostas com eloquência pelo historiador E. P. Thompson (ver apêndice de nosso volume): para escrever 1.000 páginas sobre uma vida nem tão bem documentada, a autora foi obrigada a preencher muitas lacunas com especulações. Nos últimos 50 anos, muitas dessas interpretações vem sendo corrigidas com provas documentais; fica bastante claro que Yvonne Kapp se posiciona como uma defensora incondicional de tudo o que Marx, Engels e Eleanor fizeram e escreveram, impedindo-a de tomar um posicionamento mais crítico quando é cabível. Quando se trata de falar da relação amorosa de 15 anos com Edward Aveling, fica a impressão de que Eleanor foi vítima de seu espírito incorrigivelmente romântico, deixando-se ludibriar por um homem opressor e hipócrita. Consequentemente, a autora acaba por trair suas próprias intenções apologéticas: ela retrata Eleanor como uma mulher sem muita autonomia, um joguete na mão de homens manipuladores como Aveling, Liebknecht e Kautsky. Como biografias posteriores mostram, essa é uma injustiça à sua memória e à complexidade das relações entre esses líderes do movimento socialista da virada do século.

Poucas pessoas conheciam a vida e obra de Friedrich Engels como Yvonne Kapp: o livro dedica cerca de 180 páginas a um tratamento detido dos últimos meses da vida de Engels, quando se encontrava descontente com os rumos do socialismo inglês e relativamente isolado em sua casa (ver volume II, parte IV, The Last Lustre of the General). Esse é um material que desvia da proposta inicial do livro (tratar de Eleanor Marx, não de Engels), mas de suma importância para interessados nessa outra figura central de nossa história.

A Verso Books lançou uma versão em volume único da obra em 2018, tentando condensá-la ao máximo: o resultado são 896 páginas.

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Resenha | Eleanor Marx, a life (2013), por Rachel Holmes


Rachel Holmes. Eleanor Marx: a life. Londres: Bloomsbury, 2013.
(Tradução para o português prevista para 2021).

Há biografias que apresentam os fatos básicos da vida de uma pessoa: retraçam sua educação, infância, formação e atividades da idade adulta. Há também biografias que recuperam um contexto mais amplo e nos convencem de que a há uma coerência entre as pessoas e as dinâmicas do mundo em que elas participam. Ao lermos esta segunda modalidade de textos, recuperamos um senso de beleza da atividade humana. Lembramo-nos de que, na História, não há fatalidade: cada estágio do mundo é resultado de escolhas individuais de seus agentes. A biografia de Rachel Holmes atende esse segundo modelo: é a mais bem-sucedida desta lista se nossa intenção for a de entender a atmosfera de ebulição social da Inglaterra vitoriana e o papel de Eleanor Marx ali.

Em meados de 1890, era virtualmente impossível transitar pelos sindicatos, pela boemia ou mesmo pelo submundo do teatro londrino sem esbarrar com Eleanor Marx. Biografias anteriores não fornecem um quadro convincente de sua atividade contracultural – Rachel Holmes é a primeira a aliar esse termo à figura. E vai além, iniciando sua história com uma genealogia da família Marx, passando pelo casamento de Karl e Jenny von Westphalen, seu envolvimento inicial com a causa revolucionária até culminar no aspecto central do livro: a formação de uma criança em um lar revolucionário.

Jenny Marx, a mãe da pequena Eleanor, a criou à contraexemplo dos modos aristocráticos da família – sem afetações, sem tentar transformá-la em uma dona de casa. O resultado foi uma criança ainda mais livre que a reservada família Marx. “Tussy”, como era conhecida, foi uma figura tão célebre na Dean Street de Londres que as crianças batiam em sua porta e pediam ao “Sr. e Sra. Tussy se a filha mais nova poderia sair para brincar”. É espantoso dizê-lo, mas o gigante da filosofia Karl Marx chegou a ter sua fama obliterada pela filha de 12 anos em um momento de sua vida – ele era o Sr. Tussy, e não ela a Srta. Marx. E não se trata de qualquer momento aqui: isso ocorreu no ano de 1867, em que é publicado o primeiro volume alemão de um livro chamado Das Kapital.

Mesmo assim, havia uma luta a ser travada contra as instituições educacionais inglesas, hesitantes em acolher estudantes meninas. “[A Universidade de] Cambridge foi fundada em 1223 e Oxford em 1187: assim, levou cerca de sete séculos para ambas as instituições compreenderem o inusitado conceito de que mulheres também são seres humanos, [seres] aptos à educação” (capítulo 4). A educação pouco convencional, rigorosamente crítica e intelectual de Eleanor Marx é retraçada em cada uma de suas etapas, nunca perdendo de vista o quanto tornava aquela criança inadequada para um mundo de papéis sociais limitados. O conhecimento dos clássicos, na família Marx, era indissociável da atividade prática, o envolvimento com pessoas, causas e ideias.

O livro não se pauta em uma discussão detida das obras de Eleanor, tampouco no resgate de sua fortuna crítica. Trata-se de uma obra que, nas mãos de acadêmicas e acadêmicos, deve ser complementada por trabalhos mais científicos como o de Kirsten Leng. Ainda assim, Rachel Holmes se prova uma pesquisadora multidisciplinar em seu tratamento da pouco estudada participação de Eleanor Marx na cena teatral e literária londrina (destaque para os capítulos 8, 11 e 15), e de como a relação amorosa com Edward Aveling só pode ser compreendida a partir daí: Aveling foi a porta de entrada para um mundo de espetáculo e performance que emanciparia Eleanor de seu lar, cheio de livros de economia e conversas sobre temas políticos.

A autora, Rachel Holmes

Igualmente, a cobertura da viagem empreendida em 1886 para o continente americano (capítulo 16) merece destaque. Rachel Holmes, talvez por ser sul-africana e não inglesa, não comete o erro de supor que o movimento da classe trabalhadora nas Américas tinha a aprender com uma revolucionária britânica – na verdade, Eleanor volta com algumas críticas ao Novo Sindicalismo da Inglaterra ao ver como seus antigos colonizados, apesar de padecerem ante uma opressão muito mais intensa, eram capazes de confrontar a classe patronal com enorme eficácia. A classe trabalhadora de cada país tinha algo a aprender com a de outro, e aqui reside uma das virtudes do internacionalismo ao qual Eleanor se dedicou durante toda a década de 1890, na organização da Segunda Internacional (tratada nos capítulos 17 e 18).

Ao final do livro, Holmes apresenta um balanço que merece ser reproduzido:

Muitas das liberdades e benefícios da democracia moderna que a Grã-Bretanha legou ao século XX e além […] foram um resultado direto do trabalho feito por Eleanor Marx e mulheres e homens como ela. A jornada de trabalho de 8 horas. A proibição do trabalho infantil. Acesso à educação igualitário. Liberdade de expressão. Sindicatos. Sufrágio universal. Representação parlamentar democraticamente eleita, independentemente de classe, religião, gênero ou etnia. Feminismo.


Viver ao lado de Eleanor por um momento é ter uma oportunidade de nos lembrarmos como chegamos aqui, de onde vieram as liberdades democráticas que gozamos. E a que preço teremos que abrir mão delas. (Afterword)

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Resenha | A Rebel’s Guide to Eleanor Marx, por Siobhan Brown (2015)

Siobhan Brown. A Rebel’s Guide to Eleanor Marx. Londres: Bookmarks, 2015.

Em apenas 64 páginas na edição em brochura, o livro faz parte de uma série de introdução à vida e obra de figuras da esquerda mundial. Trata-se de uma introdução ágil, capaz de prover uma ideia geral sobre Eleanor a quem nunca ouviu falar dela, mas também de lembrar aos familiarizados dados importantes sobre a vida prática dessa grande “agitadora, organizadora [partidária] e autora”, como declarado na introdução ao volume.

O mercado editorial brasileiro merece introduções do tipo: saímos da academia e dos cursos de formação partidária com uma concepção abstratas de nossas autoras e autores favoritos: é como se seus escritos fossem as únicas coisas relevantes para compreendermos como atuaram no mundo. Siobhan Brown corrige esse déficit interpretativo e reconta a vida adulta de Eleanor Marx à luz de seus textos, cronologicamente; o espaço dedicado a um artigo como, por exemplo, A questão da mulher, não é maior do que o espaço cedido à análise de contribuições práticas à Greve dos Estivadores londrinos. A imagem que temos de Eleanor Marx neste livro é a de uma ativista em formação e desenvolvimento constante, que teve sua iniciação teórica a partir do berço (já que ela cresce ouvindo seu pai Karl Marx murmurar reflexões antes de pô-las no papel) e aos 16 anos já estava lutando na Comuna de Paris (episódio narrado magistralmente no capítulo 3: The Paris Commune). Como talvez só a biografia de Rachel Holmes, a autora nos lembra quão vertiginosa foi a vida da filha de Marx – quantos eventos históricos cruciais marcaram sua vida desde a infância, e como reagiu a cada um deles.

Duas objeções apenas: o tratamento do feminismo de Eleanor se baseia na antiga visão de que A questão da mulher é seu texto definitivo, ignorando assim todos os seus artigos para o Arbeiterinnen-Zeitung e seus debates tardios com Louise Kautsky. Não há qualquer menção a questões de estética e à relação entre Eleanor, o mundo do teatro ou sua atividade tradutológica. Isso é compreensível visto que a série A Rebel Guide to… é uma série que celebra, sobretudo, contribuições de ativistas sociais. Isso não diminui o valor deste guia de forma alguma.

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Resenha | Eleanor Marx, filha de Karl. Um romance (2001), por Maria José Silveira

A rigor, trata-se de uma biografia romanceada: a autora goiana cobre a vida de Eleanor Marx de junho de 1897 até sua morte, nove meses mais tarde, com bastante fidelidade aos registros historiográficos – a biografia de Yvonne Kapp parece lhe ter servido de base documental para a composição do material.

Mesmo havendo a delimitação de contar uma vida de 43 anos em um espaço ficcional de 9 meses, o livro não peca em fornecer, por intermédio de flashbacks da protagonista, um retrato bastante vívido da família Marx e dos Engels: de Lizzy e Sarah Burns, de Helena Demuth e Freddie, dos amigos socialistas da família, além do ativismo incansável de todos eles na vida política londrina. O livro é muito bem-sucedido no que se propõe, e consegue ser até mais palatável do que demais biografias no que toca à rixa entre Louise Kautsky e as filhas de Marx – quando Louise tenta se apossar dos manuscritos de Marx e Engels para levá-los, em segredo, para os arquivos do SPD na Alemanha (destaque aqui para o capítulo JANEIRO: O COMEÇO DO PESADELO, sobretudo página 118 em diante). Além disso, há uma ênfase (correta) sobre a imensa pressão que Eleanor carregou por toda vida para decifrar os manuscritos d’O Capital, editá-los, e comissionar suas traduções – assim que sua mãe faleceu prematuramente em 1881, ela entendera que se tornava uma das missões de sua vida lançar a opus magnum do pai. Há, no antepenúltimo capítulo, uma explicação bem desenvolvida sobre o fato de a edição do volume 4 d’O Capital ter ficado por conta de Karl Kautsky: Engels tinha acabado de falecer e Eleanor estava à beira de um colapso nervoso; ela se suicidou dois meses depois (ver página 120 em diante).

A autora Maria José Silveira merece crédito não só por ter escrito um belíssimo documento sobre a vida de Eleanor Marx, como também por tê-lo feito por iniciativa própria, em uma época em que ninguém dava atenção a essa figura. Se hoje, dezoito anos mais tarde, estão sendo publicadas esta Obra Completa em português brasileiro, ela faz parte desta história também. No final do livro, não oculta seu interesse de biógrafa: o livro tem um apêndice chamado “Como se cria um erro histórico” tratando sobre a possível correspondência entre Karl Marx e Charles Darwin (p. 161 e diante), além de contribuir para a compreensão do possível caso extraconjugal de Marx com Helena Demuth (p. 164 em diante).

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Contribuições socialistas para o feminismo: Eleanor Marx

Fizemos upload de dois vídeos que contextualizam como era a luta por direitos das mulheres na (nem tão casta) Era Vitoriana, e o que Engels, Bebel e Eleanor Marx têm a ver com o assunto.

Lembrando que a campanha de pré-venda das obras completíssimas de Eleanor Marx durará até 30/01/2021. Acesso aqui: www.catarse.me/eleanormarx

https://www.youtube.com/watch?v=jNcmJg2r9RY&feature=youtu.be&ab_channel=AetiaEditorial

Imperium in Imperio. Um estudo sobre o problema da raça negra, por Sutton Elbert Griggs

Literatura Afro-americana | Afro-futurismo | Originalmente publicado em 1899

Sutton Elbert Griggs foi precursor do gênero do afrofuturismo – mas não pensemos aqui em cenários altamente tecnológicos, engenharia genética e viagem no tempo. Aqui estamos falando de um romance de 1899, prévio ao gênero do sci-fi propriamente dito, que narra como dois jovens negros, educados em um experimento social, superaram seus colegas e se tornaram líderes comunitários exemplares. Porém, em vez de seguirem o governo dos EUA e se alistarem a cargos previstos para homens de seu talento, decidem ocupar o estado do Texas e separá-lo da América branca: trata-se de uma segunda Secessão. Funda-se, assim, o Imperium in Imperio, um “império dentro do império” para a população negra que já não espera mais por integração (ou por migalhas) por parte da América branca e resolve iniciar uma revolução.

Dados técnicos

208 páginas, brochura, 14x21cm. Lançamento em 04 de novembro de 2020
ISBN: 978-65-87491-05-9
Tradução: Felipe Vale da Silva
Posfácio: A ciência da coordenação popular de Sutton Elbert Griggs, por F. V. Silva (acessar posfácio na íntegra aqui)

Onde adquirir? Há a opção de compra direta por nossa loja virtual ou com nossos revendedores pela Amazon.



O Joguete dos Deuses | Paul Laurence Dunbar

Romance | Literatura Afro-americana | Originalmente publicado em 1902

Paul Laurence Dunbar retraça a experiência de uma família que continua a viver entre a criadagem de seus antigos mestres dos tempos de escravidão, até que o fiel mordomo, Berry Hamilton, é acusado por um crime que não cometeu. A família, vendo-se ostracizada por negros e brancos da pequena cidade sulista onde vive, decide se mudar para uma grande cidade do Norte, Nova York, e lá levar uma vida anônima. Os filhos da família Hamilton, Joe e Kitty, se deslumbra com a Nova York da virada do século, mas logo descobrem o preço da vida rápida da metrópole. O romance traz uma retrato precioso dos EUA da era do ragtime (gênero musical precursor do jazz), da vida boêmia do Bowery e da cena teatral da Broadway – além de retratar o conflito de uma geração antiga, submetida aos ritmos da vida rural e patriarcal do Sul, com a nova geração de negros e negras que, como Dunbar, aventuraram-se pelo mundo da arte e da modernidade cultural.

Dados técnicos

172 páginas, brochura, 14x21cm. Lançamento em 04 de novembro de 2020
ISBN: 978-65-87491-04-2
Posfácio: O Romance como acerto de contas. Um retrato de Paul Laurence Dunbar no final de sua carreira, por F. V. Silva (acessar posfácio na íntegra aqui)

Onde adquirir? Há a opção de compra direta por nossa loja virtual ou com nossos revendedores pela Amazon.

Sutton Elbert Griggs

Em 01/09/2020 começou a campanha de pré-venda de dois romances afro-americanos inéditos por aqui: O Joguete dos Deuses (1902) de Paul Laurence Dunbar, e Imperio in Imperium (1899) de Sutton E. Griggs. Link aqui: www.catarse.me/posescravidao

Material novo sobre a ligação de Sutton Griggs com W.E.B. DuBois, as origens do Pan-africanismo e pq este romance é precursor do #afrofuturismo.