Sutton Elbert Griggs

Em 01/09/2020 começou a campanha de pré-venda de dois romances afro-americanos inéditos por aqui: O Joguete dos Deuses (1902) de Paul Laurence Dunbar, e Imperio in Imperium (1899) de Sutton E. Griggs. Link aqui: www.catarse.me/posescravidao

Material novo sobre a ligação de Sutton Griggs com W.E.B. DuBois, as origens do Pan-africanismo e pq este romance é precursor do #afrofuturismo.

O romance da Era Jim Crow

Paul Laurence Dunbar foi um dos grandes nomes do realismo dos EUA

Em 01/09/2020 começa a campanha de pré-venda de dois romances afro-americanos inéditos por aqui: O Joguete dos Deuses (1902) de Paul Laurence Dunbar, e Imperio in Imperium (1899) de Sutton E. Griggs. Tratam-se de obras de peso do movimento realista, tratando de temas como resistência contra a Ku Klux Klan, pan-africanismo, autogestão comunal, êxodo urbano e formação de guetos nos EUA de 1900. Na página da campanha há descrições detalhadas e prévia do material: www.catarse.me/posescravidao

Como sempre, lançaremos material em áudio e vídeo a respeito do material, durante todo este mês. Já temos cerca de 25 minutos de vídeo sobre Dunbar, seu retrato de Nova York e suas desventuras pelos círculos intelectuais do Realismo. Em breve, mais informações sobre Sutton E. Griggs.

Literatura alemã contemporânea |adaptações para o cinema

Uma lista (não-exaustiva) de recomendações de filmes baseados na obra de autoras e autores recentes. Os links levam aos trailers dos filmes, não a suas versões integrais. Por se tratarem de filmes recentes, a maioria pode ser encontrada facilmente em DVD ou na internet


Daniel Kehlmann – Die Vermessung der Welt (filme de 2011)
Fica em primeiro lugar na lista por se tratar de um dos grandes retratos da vida comum de gênios do século 18/19, o matemático Gauß e o geógrafo Alexander von Humboldt. Kehlmann foi um apaixonado por historiografia e é muito criterioso no retrato de figuras do passado: nem por isso deixa de criar um espaço para o humor no que diz respeito aos hábitos daquela gente que, para nós, soam obsoletos (como os pudores excessivos de Humboldt, o resquício de religiosidade mística mesmo em homens de ciência oitocentistas).
Daniel Kehlmann – Ich und Kaminski (2015)
Baseado em outro ótimo livro de Kehlmann, é repleto de personagens desagradáveis: um jornalista de quem ninguém gosta, Sebastian Zöllner, e um grande mestre da pintura, (ficcional), o polonês Manuel Kaminski, que frequentou a cena artística parisiense com Picasso, Matisse, mas depois ficou cego e tornou-se um homem amargo. No final da vida deste, termina preso ao jornalista que quer tirar o máximo de informações sobre sua vida para escrever uma obra biográfica da qual ele não tem nenhum interesse.
Siegfried Lenz – Schweigeminute (2016)
A história de amor mais casta de todos os tempos, que só poderia ter sido escrita por um homem de 70 anos (segundo Reich-Ranicki). O livro é belíssimo, uma obra de final de vida de Lenz sobre o amor entre um rapaz recém saído da adolescência e uma professora bem mais velha.
Judith Hermann – Nichts als Gespenster (2007)
Baseado no livro de contos de Hermann, tudo se desenvolve no clima blasé/niilista de sua literatura. A Hermann tem um talento de recriar situações insólitas que, anteriormente, na literatura alemã, faziam parte do gênero sobrenatural e gótico, valendo-se exclusivamente da banalidade da vida comum. É como se dissesse: ‘não precisamos de fantasmas para viver o horror’. Destaque para as historietas sobre alemães na Itália.
Wolfgang Herrndorf – Tschick (2016)
História sobre deliquência juvenil, imigração, amizade em tempos de niilismo. Desenvolve-se como um road movie tradicional. Talvez seja o filme mais descontraído da lista. Já o filme abaixo, é um poço de lágrimas.
Bernhard Schlink. Der Vorleser (2008)
Não é dos meus preferidos, conta sobre um amor proibido durante o Terceiro Reich. Mas como foi um dos grandes sucessos de bilheteria da época, ganhou Oscar e chegou a ser traduzido por aqui pela Record (e em Portugal pelas Edições Asa), vai para a lista.

Lançamentos futuros:
O romance ‘esquecido’ de Siegfried Lenz, Der Überläufer, ganhará uma adaptação cinematográfica (previsão para 2021)

Extra:
Aqui se trata de um livro dos anos 40, Jeder stirbt für sich allein do autor da Neue Sachlichkeit Hans Fallada. Mas a adaptação ficou tão bem feita que resolvemos incluir na lista. Fallada trata de uma faceta da resistência da gente comum contra o nazismo; ele voltou a ser mencionado por ter entrado em domínio público este ano (algumas editoras brasileiras começaram a verter suas obras para o português também, finalmente). O filme recomendado é Alone in Berlin, uma adaptação de 2017.

Escritos sobre a Guerra Civil Americana | Karl Marx & Friedrich Engels

Karl Marx & Friedrich Engels (tradução por Muniz G. Ferreira e Felipe Vale da Silva, 2020, inédito)

Além de suas contribuições para diversas das áreas teóricas das ciências humanas, Marx e Engels atuaram como jornalistas durante toda sua vida adulta. Isto é algo do qual facilmente nos esquecemos: muitos de seus textos famosos, que lemos hoje em formato livro, foram pensados e divulgados tais quais artigos de jornal.

Consequentemente, há muito a se aprender quando retraçamos a trajetória dos dois pensadores em sua atividade profissional principal. Quando o fazemos, podemos acompanhar de perto o desenvolvimento de suas melhores ideias: os conceitos de alienação, luta de classes, dependência etc., foram todos formulados conforme os autores se defrontavam com a realidade de gente de carne e osso, a qual investigava para escrever seus artigos. É justo dizer que o jornalismo lançou Marx e Engels ao grande mundo, e fez o primeiro romper com o grupelho dos Jovens Hegelianos (mais interessados em discutir questões abstratas da filosofia clássica alemã) rumo à cultura e interesses da classe trabalhadora. É o nascimento de Marx e do marxismo como conhecemos.

O volume Escritos sobre a Guerra Civil Americana surgiu de um interesse de cobrir uma lacuna existente no – já extenso – córpus de textos de Marx e Engels traduzidos para português: reunimos aqui 52 artigos comentados (a grande maioria inédita em nossa língua) escritos por ambos os autores, em inglês e alemão, enquanto atuavam como correspondentes internacionais do New-York Daily Tribune (dos EUA), Die Presse (da Áustria), Der Sozial-Demokrat (Alemanha) e demais veículos de mídia.

O segundo interesse por detrás deste lançamento se liga a seu recorte temporal: os artigos selecionados trazem análise importantes sobre a Guerra Civil Americana durante todo o período em que durou, de 1861 a 1865. Esta foi a guerra em que os estados do sul dos EUA se separaram da União em um ato de reivindicação do direito de manter a escravidão em seus territórios. Além de uma guerra permeada por óbvios interesses financeiros, deu início ao questionamento acerca de questões humanitárias e raciais que perduram na história dos EUA até hoje, e cujo desfecho foi a abolição da escravatura naquele país. (Da abolição técnica, ao menos, como formulou James Baldwin no 101o aniversário do evento).

Essa abolição, junto da abolição haitiana de meio século antes, inspirou movimentos antiescravistas em Cuba, Brasil e demais países latino-americanos significantemente, e por isso são de interesse também para nós.

Ademais, aqui encontramos escritos valiosos para pensarmos na abordagem marxiana da questão do racismo. É um erro grosseiro dizer – como se ouve por aí – que Marx e Engels não se preocuparam com a questão racial por falta de tato. Na verdade, foi por falta de tradução: os textos em que trataram do tema não estavam disponíveis em português. Até agora.

Dados técnicos:
Inclui linha do tempo da história do antiescravismo nos EUA e da Guerra Civil, um mapa, 10 ilustrações, índice onomástico, além dos artigos:
Marx e Engels sobre a Guerra Civil Americana: a ‘concepção materialista de História’ em ação | August H. Nimtz
Marx e Engels como jornalistas | Felipe Vale da Silva
Marx e Engels e o sistema de poder mundial | Muniz G. Ferreira

340 páginas
ISBN: 9786587491028 (Aetia) em co-edição com a editora Peleja (ISBN 9786599059919)

Lançamento: agosto de 2020. Na pré-venda, o livro veio acompanhado do volume “Marx no Soho”, de Howard Zinn (edição exclusive para esta campanha).

Comprar online aqui (R$ 60 + frete)



Memória & Identidade: a Vida de Frederick Douglass | Nilson Macêdo Mendes Junior

por Nilson Macêdo Mendes Junior

“Memória e identidade” traz importantes considerações sobre o grande escritor e abolicionista negro estadunidense do século XIX, Frederick Douglass, levando-nos a entender melhor a história de luta dos Negros contra a escravização e por direitos civis durante a Guerra Civil Americana (1861-1865), e a refletir também sobre suas presenças nas Américas. […] Nilson Macêdo Mendes Junior nos lembra que as grandes mazelas sociais perceptíveis até hoje são heranças diretas da nódoa escravagista nas Américas, e do quão importante é a escrita para o enfrentamento desses problemas estruturais.
— Sebastião Alves Teixeira Lopes (texto de contracapa)

Dados técnicos

136 páginas, brochura, 14x21cm. Lançamento previsto para o início de agosto de 2020
ISBN: 978-65-87491-03-5
Prefácio: Prof. Dr. Elio Ferreira de Souza
Posfácio: Prof. Dr. Sebastião Alves Teixeira Lopes
Volume 3 da coleção Estudos Literários

Götz von Berlichingen da mão ferro | Johann Wolfgang Goethe


Primeira a obra literária do Sturm und Drang e obra que lançou Goethe ao teatro, “Götz von Berlichingen da mão de ferro” retrata a tragédia de um nobre que vive a falência dos valores de heroísmo, bravura e espírito comunitário que supostamente caracterizaram a pequena nobreza do século XVI. A nova nobreza que surge é indolente, corrupta, ociosa ― ou seja, aquela que estava no poder na época de Goethe, e a qual ele retrata impiedosamente. O texto deu início à tradição de ficção histórica na Alemanha, e conta como primeiro retrato da Guerra dos Camponeses de 1525, a primeira revolta em massa declaradamente interessada em derrubar o sistema feudal.

Posfácio: “Os sentidos do drama histórico de Goethe”, por F. V. Silva.

Dados técnicos: 212 páginas
ISBN 978-65-87491-00-4
Tradução Felipe Vale da Silva
Contém uma linha do tempo relativa à vida do Gottfried von Berlichingen histórico, posfácio, 2 mapas e 5 ilustrações de época.

Onde encontrar? O livro está disponível em nossa loja e na Amazon.

Jack London | A força dos fortes

A força dos fortes foi primeiramente publicado pela editora Macmillan em 1914. O volume reúne alguns dos contos mais célebres da fase média de Jack London, incluindo suas aventuras marítimas O pagão e O lavrador do mar, dois relatos extremamente sensíveis sobre amizade, adaptação e amor, escritos na esteira dos romances de Herman Melville e Joseph Conrad.​ O segundo grupo temático presente no volume é composto por A invasão sem precedentes, O inimigo do mundo todo e o texto que batiza a coletânea, A força dos fortes. Todos são contos de ficção especulativa, isto é, partem de um grande e se isto acontecesse? para discutir possíveis desdobramentos alternativos dos eventos históricos que conhecemos. A obra que intitula o volume, A força dos fortes, é ambientada na pré-história. Um velho explica aos netos os motivos de sua antiga tribo ter sido dizimada. Eles inventaram o dinheiro, a religião e o patriotismo, desviando-se de seu objetivo primário: viver harmonicamente num ambiente hostil e repleto de predadores. Trata-se de uma alegoria muito bem elaborada da trajetória da civilização, de seu início até as vésperas da Primeira Guerra Mundial, confrontando-nos com uma realidade alternativa em que a humanidade aprende com erros que até hoje nos assolam.                    
 O terceiro grupo temático é representado por Ao sul da fenda e O sonho de Debs, obras que revelam London como porta-voz da causa socialista nos EUA do início  do século XX. Em ambas as obras encontramos importantes relatos a respeito das tensões sociais da era Theodore Roosevelt, além de exemplos paradigmáticos do ‘conto-tese’, modalidade de escrita desenvolvida por London para articular suas ideias políticas. 

Artigo Bibliografia sobre Jack London
Artigo Jack London em português
Prefácio As Mil faces de Jack London, de F. V. Silva

Ficha técnica​Título original The Strength of the Strong
Lançamento 1914 nos EUA
Gênero Conto
Período Naturalismo, pré-modernismo  
Tradução e edição Felipe Vale da Silva
Revisão Sabrine Ferreira da Costa
Ano 2017
Número de páginas 208 pp.
ISBN 978-85-94447-02-9
Formato 14 x 21 centímetros
Miolo Papel Pólen Bold
Brochura
Edição comentada. Conta com os oito contos que compõe a edição original, um prefácio do editor brasileiro, um glossário de termos náuticos utilizados por London e seis imagens.  

Harriet Ann Jacobs | Incidentes na vida de uma garota escrava

O livro conta as experiências de uma mulher que nasceu na escravidão em Edenton/Carolina do Norte e fugiu para o Norte já adulta. Tendo sido considerado, por mais de um século, artifício de uma abolicionista branca para defender a causa abolicionista, a obra-prima de Jacobs teve sua autenticidade provada somente nos anos 1980 por esforços da pesquisa Jean Fagan Yellin e agora recebe sua segunda tradução brasileira (e primeira edição crítica). O livro contém, além da tradução inédita por Felipe Vale da Silva, notas explicativas, uma linha do tempo da vida de Jacobs e um extenso glossário explicando conceitos centrais do texto.

Posfácio do livro: Esclarecimento de termos, categorias e conceitos centrais na obra (Apêndice da edição brasileira de 2018), por F. V. Silva
Resenha de Juliana Cunha. “Raro diário de uma americana escravizada ganha ótimas versões no Brasil”. O Globo. 13.fev.2020. | Link direto | Mirror |