Imperium in Imperio. Um estudo sobre o problema da raça negra, por Sutton Elbert Griggs

Literatura Afro-americana | Afro-futurismo | Originalmente publicado em 1899

Sutton Elbert Griggs foi precursor do gênero do afrofuturismo – mas não pensemos aqui em cenários altamente tecnológicos, engenharia genética e viagem no tempo. Aqui estamos falando de um romance de 1899, prévio ao gênero do sci-fi propriamente dito, que narra como dois jovens negros, educados em um experimento social, superaram seus colegas e se tornaram líderes comunitários exemplares. Porém, em vez de seguirem o governo dos EUA e se alistarem a cargos previstos para homens de seu talento, decidem ocupar o estado do Texas e separá-lo da América branca: trata-se de uma segunda Secessão. Funda-se, assim, o Imperium in Imperio, um “império dentro do império” para a população negra que já não espera mais por integração (ou por migalhas) por parte da América branca e resolve iniciar uma revolução.

Dados técnicos

208 páginas, brochura, 14x21cm. Lançamento em 04 de novembro de 2020
ISBN: 978-65-87491-05-9
Tradução: Felipe Vale da Silva
Posfácio: A ciência da coordenação popular de Sutton Elbert Griggs, por F. V. Silva (acessar posfácio na íntegra aqui)

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O Joguete dos Deuses | Paul Laurence Dunbar

Romance | Literatura Afro-americana | Originalmente publicado em 1902

Paul Laurence Dunbar retraça a experiência de uma família que continua a viver entre a criadagem de seus antigos mestres dos tempos de escravidão, até que o fiel mordomo, Berry Hamilton, é acusado por um crime que não cometeu. A família, vendo-se ostracizada por negros e brancos da pequena cidade sulista onde vive, decide se mudar para uma grande cidade do Norte, Nova York, e lá levar uma vida anônima. Os filhos da família Hamilton, Joe e Kitty, se deslumbra com a Nova York da virada do século, mas logo descobrem o preço da vida rápida da metrópole. O romance traz uma retrato precioso dos EUA da era do ragtime (gênero musical precursor do jazz), da vida boêmia do Bowery e da cena teatral da Broadway – além de retratar o conflito de uma geração antiga, submetida aos ritmos da vida rural e patriarcal do Sul, com a nova geração de negros e negras que, como Dunbar, aventuraram-se pelo mundo da arte e da modernidade cultural.

Dados técnicos

172 páginas, brochura, 14x21cm. Lançamento em 04 de novembro de 2020
ISBN: 978-65-87491-04-2
Posfácio: O Romance como acerto de contas. Um retrato de Paul Laurence Dunbar no final de sua carreira, por F. V. Silva (acessar posfácio na íntegra aqui)

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Memória & Identidade: a Vida de Frederick Douglass | Nilson Macêdo Mendes Junior

por Nilson Macêdo Mendes Junior

“Memória e identidade” traz importantes considerações sobre o grande escritor e abolicionista negro estadunidense do século XIX, Frederick Douglass, levando-nos a entender melhor a história de luta dos Negros contra a escravização e por direitos civis durante a Guerra Civil Americana (1861-1865), e a refletir também sobre suas presenças nas Américas. […] Nilson Macêdo Mendes Junior nos lembra que as grandes mazelas sociais perceptíveis até hoje são heranças diretas da nódoa escravagista nas Américas, e do quão importante é a escrita para o enfrentamento desses problemas estruturais.
— Sebastião Alves Teixeira Lopes (texto de contracapa)

Dados técnicos

136 páginas, brochura, 14x21cm. Lançamento previsto para o início de agosto de 2020
ISBN: 978-65-87491-03-5
Prefácio: Prof. Dr. Elio Ferreira de Souza
Posfácio: Prof. Dr. Sebastião Alves Teixeira Lopes
Volume 3 da coleção Estudos Literários

Harriet Ann Jacobs | Incidentes na vida de uma garota escrava

O livro conta as experiências de uma mulher que nasceu na escravidão em Edenton/Carolina do Norte e fugiu para o Norte já adulta. Tendo sido considerado, por mais de um século, artifício de uma abolicionista branca para defender a causa abolicionista, a obra-prima de Jacobs teve sua autenticidade provada somente nos anos 1980 por esforços da pesquisa Jean Fagan Yellin e agora recebe sua segunda tradução brasileira (e primeira edição crítica). O livro contém, além da tradução inédita por Felipe Vale da Silva, notas explicativas, uma linha do tempo da vida de Jacobs e um extenso glossário explicando conceitos centrais do texto.

Posfácio do livro: Esclarecimento de termos, categorias e conceitos centrais na obra (Apêndice da edição brasileira de 2018), por F. V. Silva
Resenha de Juliana Cunha. “Raro diário de uma americana escravizada ganha ótimas versões no Brasil”. O Globo. 13.fev.2020. | Link direto | Mirror |

Frederick Douglass | Madison Washington: o escravo heroico

Texto de orelha:

 Quando escreveu este livro, Frederick Douglass já havia publicado a narrativa de seus anos de escravidão, ganhando fama do orador abolicionista mais brilhante dos Estados Unidos. Após repetir sua história noite após noite em palestras por todo o país, julgou ter ainda algo a mais a oferecer. Era preciso discutir não só o passado e sofrimento do escravo, mas também as possibilidades de uma revolta futura e implacável. 

Assim retoma, em O Escravo Heroico, um evento histórico bastante conhecido em sua época, o motim no navio negreiro Creole, arquitetado pelo cozinheiro Madison Washington. Nele são discutidas diversas atitudes de abolicionistas brancos perante o futuro dos negros, o racismo no Sul, além de o primeiro tratamento extenso, em formato de livro, da legitimidade da violência revolucionária contra um governo corrompido. 

O texto foi tão polêmico que, até hoje, continua sendo estudado apenas por especialistas. Após sua edição original na coletânea Autographs for Freedom, de 1852, ele ficou praticamente esquecido até sua primeira reimpressão em 1975! Mais de um século e meio após seu lançamento, ganha esta versão para o português brasileiro.”

Lançamentos de literatura afroamericana em 2019


Posfácio Por que ler Frederick Douglass? Versão preliminar, por F. V. Silva

Detalhes técnicos: 108 páginas | brochura | traduzido por Felipe Vale da Silva @2019

Harriet E. Wilson | Our Nig: quadros da vida de uma negra livre

Texto de quarta capa:

“Em todas as narrativas de escravidão, o Norte é retratado como uma terra mágica, como a promessa da liberdade. Our Nig não oferece uma tal promessa; [a protagonista] Frado nem possui a possibilidade real de levar uma vida feliz e livre, nem ao menos a esperança de uma morte de mártir. Ela é vítima das sombras da escravidão — de um racismo que, no Norte, tem apenas uma aparência mais sutil.  (Eric Gardner)

Our Nig liga com os temas complexos raça e racismo de modos que podem, muito bem, ter ameaçado o establishment abolicionista, enquanto A Cabana do Pai Tomás o alimentava […] O movimento abolicionista dos brancos aconselhava que negros emulasse o nobre sofredor Pai Tomás […] Mas o livro não é estritamente uma ‘obra de ficção negra’; ele é, antes, um romance densamente cristão, um romance do abolicionismo branco” (Cynthia Davis) — Our Nig, como o primeiro romance escrito por uma mulher negra nos Estados Unidos da América, faz contraponto a tudo o que fora escrito até então.

Posfácio Harriet E. Wilson: sua presença indesejada no abolicionismo ianque e seu legado (versão preliminar), por F. V. Silva

Lançamento de literatura afroamericana em 2019

Dados técnicos: 140 páginas | brochura | Tradução: Gabriela Miani

Frederick Douglass | Narrativa da vida de Frederick Douglass

Em 1845, a Narrativa da Vida de Frederick Douglass foi publicada como as memórias de um jovem de vinte e sete anos que, durante sua vida, passou da condição de cativeiro em Maryland para o posto de um dos grandes porta-vozes do abolicionismo. Douglass, mais tarde, ainda se tornaria um grande diplomata, intelectual internacional e primeiro candidato negro à vice-presidência de seu país. Há quem o considere o pai do movimento dos direitos civis e principal prosador negro oitocentista.

No momento em que escreveu este livro, porém, Douglass ainda era propriedade de outrem, ao menos segundo a lei de seu estado natal. Parte da força da obra reside em sua argumentação eloquente contra a cultura judicial dos Estados Unidos, que, afinal, permitia a brutalização de seres humanos em nome do lucro e da tradição. Antes de uma simples autobiografia, portanto, este livro é um manifesto prático da emancipação do negro: sua história ilustra não a simples conquista da condição de homem livre, mas a transformação de um homem brutalizado em um dos grandes intelectuais do século XIX.

Ficha técnica​
Título original Narrative of the Life of Frederick Douglass, an American Slave. Written by himselfLançamento 1845 nos EUA
Gênero Narrativa de Escravos
Período antebellum, Abolicionismo
Tradução e edição Leonardo Poglia Vidal
Revisão Caroline Navarrina de MouraAno 2018
Número de páginas 164 pp.
ISBN 978-85-94447-06-7
Formato 14 x 21 centímetros
Miolo Papel Pólen Bold
Brochura

Edição comentada da mais importante narrativa de escravos dos EUA. Traz um prefácio do autor, uma introdução assinada por Caroline Navarrina de Moura. Traz como apêndice o artigo “Como escapei da escravidão”, de 1881

Sarah Hopkins Bradford | Harriet Tubman

Nascida em 1822, Tubman foi batizada Araminta “Minty” pelos seus pais escravizados. Passou uma infância repleta de maus tratos por parte de seus mestres. Aos 13 anos foi quase morta por uma pancada na cabeça, que a deixou com problemas de saúde pelo resto da vida. Naquele momento, porém, “Minty” decidiu que lhe havia somente duas escolha: a liberdade ou a morte.

Sua fuga ocorre em 1849. Daí em diante a garota franzina de Maryland passa a ser reconhecida pelo nome Harriet Tubman. Mas assim que cruza a fronteira para a Pensilvânia, onde a escravidão já era proibida, teve uma revelação ambivalente:

“Olhei para as minhas mãos”, ela disse, “para ver se eu era a mesma pessoa agora que estava livre. Havia tamanha glória em tudo, o sol passava através das árvores pelos campos como se fosse ouro. Senti-me como se estivesse no céu”. Mas então uma gota amarga contaminou sua alegria. Ela estava sozinha e seus parentes estavam escravizados, pois nenhum deles teve a coragem para ousar o que ela ousou.
 Então passa a traçar planos para salvar outros escravos, tornando-se uma peça fundamental na Underground Railroad — a famosa rede de rotas para escravos fugidos, mantida por abolicionistas do século XIX.

Nesta única biografia autorizada por Tubman, a abolicionista novaiorquina Sarah Hopkins Bradford conta como a ex-escrava salvou cerca de 300 pessoas da escravidão, fazendo nada menos que 19 viagens, para depois atuar como espiã na Guerra Civil americana contra a causa dos Confederados. O livro, ainda que escrito após a abolição da escravatura, foi de suma importância para a criação do ícone Harriet Tubman: naquela época de início da reintegração dos negros na sociedade estadunidense, Harriet Tubman foi eleita como símbolo de resistência e perseverança.

Posfácio O mito Harriet Tubman na biografia de Sarah Hopkins Bradford
de F. V. Silva

Ficha técnica​
Título original Harriet: the Moses of her peopleLançamento 1886 nos EUA
Gênero Biografia
Período postbellum, Reconstruction
Tradução e edição Felipe Vale da Silva
Revisão Sabrine Ferreira da CostaAno 2018
Número de páginas 152 pp.
ISBN 978-85-94447-05-0
Formato 14 x 21 centímetros
Miolo Papel Pólen Bold
Brochura

Edição comentada da primeira biografia publicada sobre Harriet Tubman, a famosa libertadora de escravos e combatente da Guerra Civil. Contém posfácio onde se reflete a criação da imagem de Harriet Tubman após a Guerra Civil como heroina e representante negra modelar no período da Reconstrução.