Frederick Douglass | Narrativa da vida de Frederick Douglass

Em 1845, a Narrativa da Vida de Frederick Douglass foi publicada como as memórias de um jovem de vinte e sete anos que, durante sua vida, passou da condição de cativeiro em Maryland para o posto de um dos grandes porta-vozes do abolicionismo. Douglass, mais tarde, ainda se tornaria um grande diplomata, intelectual internacional e primeiro candidato negro à vice-presidência de seu país. Há quem o considere o pai do movimento dos direitos civis e principal prosador negro oitocentista.

No momento em que escreveu este livro, porém, Douglass ainda era propriedade de outrem, ao menos segundo a lei de seu estado natal. Parte da força da obra reside em sua argumentação eloquente contra a cultura judicial dos Estados Unidos, que, afinal, permitia a brutalização de seres humanos em nome do lucro e da tradição. Antes de uma simples autobiografia, portanto, este livro é um manifesto prático da emancipação do negro: sua história ilustra não a simples conquista da condição de homem livre, mas a transformação de um homem brutalizado em um dos grandes intelectuais do século XIX.

Ficha técnica​
Título original Narrative of the Life of Frederick Douglass, an American Slave. Written by himselfLançamento 1845 nos EUA
Gênero Narrativa de Escravos
Período antebellum, Abolicionismo
Tradução e edição Leonardo Poglia Vidal
Revisão Caroline Navarrina de MouraAno 2018
Número de páginas 164 pp.
ISBN 978-85-94447-06-7
Formato 14 x 21 centímetros
Miolo Papel Pólen Bold
Brochura

Edição comentada da mais importante narrativa de escravos dos EUA. Traz um prefácio do autor, uma introdução assinada por Caroline Navarrina de Moura. Traz como apêndice o artigo “Como escapei da escravidão”, de 1881

Friedrich Schiller | O Aparicionista. Das memórias do conde de O**

O Aparicionista (1787-1789) é a obra seminal do romance gótico alemã, e isso se deve menos ao seu pioneirismo do que pelas suas inovações temáticas. Marcado por necromantes misteriosos, intrigas políticas envolvendo sociedades secretas e inquisidores, além de divagações profundamenta niilistas, este romance é um relevante documento da literatura alemã e um testemunho duradouro do talento narrativo de um dos maiores nomes da filosofia e das letras daquele país.

Ficha técnica
Título originalDer Geisterseher. Aus den Memoiren des Grafen von O**Gênero Romance gótico
Período Classicismo de Weimar

Lançamento conjunto com a
Editora Sebo Clepsidra

Tradução e edição Felipe Vale da Silva
Revisão Márcio Dias Medrado, Cid Vale Ferreira
Capa Filipe Florence Rios
Edição Felipe Vale da Silva, Cid Vale Ferreira
Projeto Gráfico Filipe Florence Rios, Miguel Estêvão

Ano 2018
Número de páginas 184 pp.
ISBN 978-85-94447-07-4 (Aetia)
ISBN 978-85-90645-01-6 (Sebo Clepsidra)
Formato 17 x 23 centímetros
Miolo Papel Pólen Soft
Capa dura com fitilho

Contém um prefácio e posfácio, além de ilustrações de duas edições iniciais, assinadas por Ernst Roeber e Robert François Richard Brend’Amour.​


Rafael Balseiro Zin ​| Maria Firmina dos Reis

Série Estudos Literários . 2
Lançamento: 2019

“O livro tem o objetivo de apresentar ao leitor um retrato da trajetória intelectual da escritora maranhense Maria Firmina dos Reis (1822-1917), a partir da análise de registros biobibliográficos e de fragmentos literários extraídos do romance Úrsula, publicado em 1859; do conto Gupeva, de 1861-2; e do conto A escrava, de 1887, com o intuito de alcançar, criticamente, os sentidos que a autora atribuiu à causa abolicionista em vigência naquele momento. Uma empreitada como essa, logo, permite o deslocamento da obra literária para uma pesquisa em ciências sociais, mais especificamente numa perspectiva interdisciplinar que põe os estudos literários em diálogo com os estudos de pensamento social brasileiro. Nessa direção, a literatura assume relevância como um objeto privilegiado de investigação, capaz de atravessar o tempo e de oferecer ao pesquisador pistas significativas sobre o pensamento político da escritora, as formas como aqueles sujeitos viviam em sociedade e, não menos importante, a maneira como lidavam com as questões mais latentes de sua geração.”


  Sobre o autor
Rafael Balseiro Zin é sociólogo e pesquisador do Núcleo de Estudos em Arte, Mídia e Política, vinculado ao Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências Sociais da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Suas pesquisas mais recentes buscam compreender como se deu a participação direta e indireta das escritoras brasileiras oitocentistas no processo de abolição da escravatura no Brasil, com especial atenção ao legado de Maria Firmina dos Reis. Entre outros temas, também desenvolve estudos sobre a trajetória intelectual dos escritores negros no Brasil e a relação entre a formação do cânone literário brasileiro, racismo e sexismo. Vive e trabalha em São Paulo.

Ficha técnica​
Título Maria Firmina dos Reis: a trajetória intelectual de uma escritora afrodescendente no Brasil oitocentista
Lançamento 2019
Segundo volume da série Estudos literários
Número de páginas 144 pp.
ISBN 978-85-94447-10-4
Formato 14 x 21 centímetros
Miolo Papel Lux Cream 90 g
Brochura

Contém prefácio do Prof. Dr. Miguel Wady Chaia (PUC-SP) e doze páginas de bibliografia de textos publicados por Maria Firmina dos Reis, além de artigos, teses e dissertações sobre sua obra.

Sarah Hopkins Bradford | Harriet Tubman

Nascida em 1822, Tubman foi batizada Araminta “Minty” pelos seus pais escravizados. Passou uma infância repleta de maus tratos por parte de seus mestres. Aos 13 anos foi quase morta por uma pancada na cabeça, que a deixou com problemas de saúde pelo resto da vida. Naquele momento, porém, “Minty” decidiu que lhe havia somente duas escolha: a liberdade ou a morte.

Sua fuga ocorre em 1849. Daí em diante a garota franzina de Maryland passa a ser reconhecida pelo nome Harriet Tubman. Mas assim que cruza a fronteira para a Pensilvânia, onde a escravidão já era proibida, teve uma revelação ambivalente:

“Olhei para as minhas mãos”, ela disse, “para ver se eu era a mesma pessoa agora que estava livre. Havia tamanha glória em tudo, o sol passava através das árvores pelos campos como se fosse ouro. Senti-me como se estivesse no céu”. Mas então uma gota amarga contaminou sua alegria. Ela estava sozinha e seus parentes estavam escravizados, pois nenhum deles teve a coragem para ousar o que ela ousou.
 Então passa a traçar planos para salvar outros escravos, tornando-se uma peça fundamental na Underground Railroad — a famosa rede de rotas para escravos fugidos, mantida por abolicionistas do século XIX.

Nesta única biografia autorizada por Tubman, a abolicionista novaiorquina Sarah Hopkins Bradford conta como a ex-escrava salvou cerca de 300 pessoas da escravidão, fazendo nada menos que 19 viagens, para depois atuar como espiã na Guerra Civil americana contra a causa dos Confederados. O livro, ainda que escrito após a abolição da escravatura, foi de suma importância para a criação do ícone Harriet Tubman: naquela época de início da reintegração dos negros na sociedade estadunidense, Harriet Tubman foi eleita como símbolo de resistência e perseverança.

Posfácio O mito Harriet Tubman na biografia de Sarah Hopkins Bradford
de F. V. Silva

Ficha técnica​
Título original Harriet: the Moses of her peopleLançamento 1886 nos EUA
Gênero Biografia
Período postbellum, Reconstruction
Tradução e edição Felipe Vale da Silva
Revisão Sabrine Ferreira da CostaAno 2018
Número de páginas 152 pp.
ISBN 978-85-94447-05-0
Formato 14 x 21 centímetros
Miolo Papel Pólen Bold
Brochura

Edição comentada da primeira biografia publicada sobre Harriet Tubman, a famosa libertadora de escravos e combatente da Guerra Civil. Contém posfácio onde se reflete a criação da imagem de Harriet Tubman após a Guerra Civil como heroina e representante negra modelar no período da Reconstrução.