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Pela primeira vez em português, a edição reúne 36 textos (artigos, panfletos e livros) originalmente publicado em inglês e alemão

Neste volume evitou-se reduzir Eleanor Marx ao status de “filha de Marx”: a filha mais nova do idealizador do socialismo científico provou-se como importante sindicalista, comentadora cultural e jornalista da Inglaterra vitoriana. Após atuar como a primeira biógrafa do pai, criou as bases para uma teoria do feminismo a partir de perspectivas de um futuro socialista (diverso do feminismo pautado em teorias liberais em voga na época), além de desenvolver táticas de organização partidária que culminaram na criação da Social Democratic Federation, a SDF inglesa.

Dentro algumas causas em que participou (sobre as quais comenta em seus artigos) constam:

  • A organização da ala inglesa das manifestações que exigiam a legalização das Jornadas de Trabalho de 8 Horas (e se hoje nossos empregadores não nos mantém mais do que isso sob risco de serem processados, é por esforço de Eleanor Marx, William Morris e tantos outros).
  • A organização da Segunda Internacional Socialista, onde atuou como a principal intérprete dos delegatórios estrangeiros. Nessa Internacional, teve contato com Clara Zetkin, uma Rosa Luxemburgo ainda bem jovem, além dos membros da SPD alemã, da Sociedade Fabiana, dos Possibilistas franceses e uma série de variantes dentro do movimento socialista que, no fundo, ainda representam variantes atuais da esquerda mundial. Entender esse quadro de discordância e, ao mesmo tempo, de solidariedade entre grupos de índoles diversas, é algo extremamente importante em nossa época – época em que as esquerdas parecem relegadas a uma confusão sobre sua missão histórica. Na seção III do livro consta uma seção destinada aos relatórios sobre os avanços e crises dentro do “movimento internacional”, como ela o chamava, algo que ocupou boa parte de sua carreira.
  • Trabalho de crítica literária e tradução Eleanor foi a primeira tradutora de Gustave Flaubert e Henrik Ibsen para o inglês: participou da cena teatral amadora de Londres com Bernard Shaw e escreveu um bocado sobre Percy Shelley (que ela defendia como uma espécie de protorrevolucionário), Byron e Shakespeare.
  • Entre outras contribuições.

As primeiras 21 páginas do livro  foram disponibilizadas para quem se interessar | nelas, você encontrará o sumário com o título de cada texto de Eleanor, o prefácio e introdução da seção 1 na faixa (clique aqui).

Extras: O livro contará com três extras: um prefácio de Judy Cox, de caráter biográfico; um posfácio de E. P. Thompson (1978) sobre a presença de Eleanor no movimento inglês da classe trabalhadora; além de resenhas de cada uma das biografias publicadas de Eleanor Marx, desde o livro de Yvonne Kapp (1976) até o de Siobhan Brown (2015).

Cada uma das cinco seções que compõem o livro trazem uma introdução sobre o tema tratado.

Material de divulgação produzido durante a preparação da edição:

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