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Edição brasileira de “Os ventos ao Sul”, 2021
Originalmente publicado em 2020 (Luana, Angola)

No romance de Fragata de Morais nos deparamos com a saga da família Labrego, originária do Porto, Portugal. O protagonista envolve-se com a Revolução Setembrista, uma das poucas revoluções na História portuguesa a começar como um movimento estritamente civil e popular, sendo julgado e deportado pela coroa portuguesa para Angola a fim de cumprir uma pena de degredo de seis anos.

Já em Benguela, é convencido por um rico comerciante a se atirar em uma missão de contato com os povos mais ao Sul, territórios em que homem branco algum havia chegado. Na região dos povos Ambó é capturado, passando ali o resto de sua vida e deixando vasta prole. A história subsequente da família Labrego se mescla à história da miscigenação e aculturação de europeus em Angola — apesar de o autor descortinar a narrativa de uma só família, o faz na chave da temporalidade épica, cobrindo o marco temporal de seis gerações de relações entre colonizadores e colonizados.

Dados técnicos: 

132 páginas em Papel Pólen Bold. Formato 14x21cm, brochura.
Originalmente publicado pela Mayamba Editora (Luanda, Angola, 2020).
ISBN: 9786587491097

Sobre o autor

Nasceu no Uíge, Angola, em 1941. É diplomata de carreira com a categoria de embaixador (aposentado). Integrou a geração que lutou pela independência do país e lutou contra a ditadura salazarista. Posteriormente foi atuante no MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) como deputado da bancada parlamentar. Exerceu cargos de Diretor de Gabinete da Ministra dos Petróleos, Conselheiro e Secretário Geral do Conselho Nacional de Comunicação Social, Presidente da Comissão Diretiva da União dos Escritores Angolanos, Vice-Ministro da Educação e Cultura, além de desempenhar funções dentro do Governo de Unidade e Reconciliação Nacional. Atualmente é membro-fundador na direção da Academia Angolana de Letras. Foi jornalista, ator, encenador e cineasta, tendo frequentado a Universidade Internacional de Teatro em Paris e a Academia Holandesa de Cinema.
Publicou, na África e na Europa, “Terreur en Verzet” (1972), “Como iams as velhas saber disso” (1980), “A seiva” (1995), “Inkuna minha terra” (1997), “Jindunguices” (1999), “Momento de ilusão” (2000), “Amor de perdição” (2003), “Antologia panorâmica de textos dramáticos” (2003), “A sonhar se fez verdade” (2003), “A prece dos mal-amados” (2005), “Sumaúma” (2005), “Memórias da ilha” (2005), “O Fantástico na prosa angolana” (2010), “Batuque Mukongo” (2012), “A Visita” (2014), “Estórias para Bem Ouvir” (2015), “A Dança da Chuva” (2015), “Contos de Samuel Astro” (2020) e, por fim, “Os ventos ao Sul” (2020), que agora trazemos em sua primeira edição brasileira.

Breve linha do tempo da História de Angola (apêndice ao volume, gratuitamente disponível aqui)

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